Flamengo, Superação

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Haja motivação!

Prestes a começar o Brasileirão 2012, a décima edição seguida no modelo por pontos corridos, o Flamengo ainda patina em seus problemas estruturais. Ronaldinho até se esforçou para se manter na linha, mas sucumbiu às tentações da night na reta final das férias forçadas. A sorte dele é que conta com uma tropa de assessores, seguranças e eunucos, que literalmente o colocam nos trilhos quando ameaça dar um lance mais feio. Tudo devidamente controlado pelo brow e manager Assis.

Além das travessuras de R10, temos as duvidosas contratações de jogadores pra lá de desconhecidos para nos tirar o sono. Ok, Magal até agora tem sido grata surpresa na lateral canhota, o que não muda a verdade universal de que jogador barato geralmente dá errado no Flamengo. Chama a atenção ainda o fato de um dos novos contratados já vir sob a chancela de Zinho, pois foi contratado junto ao clube que apadrinha, o Nova Iguaçu. Vamos dar o crédito inicial, mas nos manter vigilantes e cobrar se for preciso. Sabemos o quão nocivas podem ser essas aquisições indicadas por empresários querendo valorizar seus produtos. Ok, há Ibson, jogador que tem tudo para confirmar outra tendência: o jogador cria da base que fez sucesso em dado momento, e que volta ao clube na fase descendente da carreira para perder prestígio.

A motivação nesse porvir é mesmo a descrença geral no Flamengo. Quantas vezes revertemos adversidades e contrariamos prognósticos quando todos riam da nossa cara e éramos apontados como azarões ou meros figurantes? Pese-se o fato acredito que inédito de termos uma presidente alheia ao futebol, e temos pela frente um desafio e tanto. Já superamos uma porrada de obstáculo, e demolir mais esse – a omissão da presidência – seria um feito sem dúvida excepcional.

AVANTE FLAMENGO!

Postado por Julio Benck às 11:28
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O Flamengo que não pode ser – e aquele que tudo poderá

Dando continuidade aos artigos sobre gestão do Flamengo para debate e reflexão sobre que caminhos o clube poderá seguir, transcrevo abaixo um artigo de outro FLAmigo, o publicitário Affonso Romero Dantas. Acredito que daí poderá surgir o Flamengo com que todos sonhamos!
O Flamengo que não pode ser – e aquele que tudo poderá
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Qualquer dos grandes clubes brasileiros deveria liderar uma revolução na gestão do nosso esporte. O Flamengo, como time de maior torcida, e maior marca esportiva do País, deveria ter esta transformação como missão obrigatória. Senão por motivo mais nobre, que seja para salvar a si mesmo.
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Discute-se bastante a estrutura societária, a democratização do acesso ao voto nos clubes de massa, a transformação em clubes-empresas, a separação entre futebol e clubes sociais, a negociação das dívidas e várias questões que, a meu ver, deveriam ser subsidiárias a um tema mais importante: o modelo de gestão.
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Pode-se encontrar, dentre os clubes de sucesso neste hoje mercado global do esporte, variados modelos societários: Milan, Chelsea e Manchester United têm um único controlador, o Barcelona tem dezenas de milhares de eleitores. Qual o modelo mais eficiente? Parece uma pergunta menor, uma vez que se chega ao sucesso por um ou outro caminho. Entretanto, nenhum destes grandes clubes tem uma forma amadora de gestão.
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Alguns defensores do amadorismo vão lembrar, com boa parcela de razão, que os clubes brasileiros construíram uma bela história já centenária contando com a gestão abnegada de alguns seus sócios, eleitos para tal. A bem da verdade, durante décadas os grandes clubes europeus também trilharam esta estrada. .
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O que houve desde então foi uma mudança de paradigma. De duas a três décadas para cá, o esporte – notadamente o futebol – passou a contar com o aporte de recursos de outras vertentes da indústria do entretenimento, entre as quais os conglomerados de comunicação, as empresas fornecedoras de material esportivo e os grandes anunciantes, em meio a processo de crescente globalização.
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Ora, o tipo de negócio em que os clubes se viram envolvidos passou a ser desenvolvido por partes desiguais: enquanto as empresas parceiras são representadas por profissionais altamente qualificados, a maioria dos clubes permaneceu representada por dirigentes amadores – com claro prejuízo para os clubes. Por outro lado, as cifras em tais negociações cresceram exponencialmente, sem que tenha havido um mínimo de racionalidade no uso desses recursos por parte dos clubes que não profissionalizaram sua equipe de gestores.
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O resultado é um mercado atípico, em que houve uma transferência de ganhos maior à mão de obra do que aos empregadores. Isso se deve ao fato de que o valor médio pago a atletas e técnicos subiu mais do que os ganhos das instituições esportivas, movidos pela passionalidade de dirigentes e pela boa percepção de oportunidade por parte de representantes e empresários. O crescimento dos valores arrecadados, em lugar de aumentar as possibilidades de desenvolvimento destes clubes, ao contrário, provocou um mergulho na desordem financeira e uma situação geral de insolvência.
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Enquanto isso, aqueles que deveriam ser os maiores ativos dos clubes – suas marcas e a relação institucional com as massas de torcedores que medem a sua grandeza – em vez de se incrementarem, deterioram. Some-se o crescimento de marcas esportivas estrangeiras e o avanço de outras facetas mais profissionalizadas da indústria do entretenimento para termos uma situação caótica aparentemente irreversível. Pelo menos, sem que haja uma nova mudança de paradigma.
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Na coluna que publico na Internet (no blog Ouro de Tolo) eu já havia comentado os achincalhes que o Flamengo anda sofrendo sob o olhar passivo de sua atual Diretoria, até com a colaboração indireta dela. Naquele texto, um caso fortuito com o Diego Maurício, de importância menor, simbolizava o desleixo pela imagem do clube. Eu ainda elencava outros exemplos.
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De lá para cá – e em tão curto tempo – o Flamengo colecionou outros descasos até maiores, como a lentidão em contratar um dirigente remunerado para futebol, a interferência sistemática de Vice-Presidentes uns nas áreas de atuação de outros, a declaração do não pagamento de impostos, a revelação de um balanço para lá de confuso e polêmico, a eliminação prematura em todas as competições do futebol no semestre, um período longo sem jogos e poucos treinamentos, a inação e o improviso na contratação de reforços, o debate público acerca de salários em atraso, além de intermináveis declarações oficiais inadequadas.
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O Clube de Regatas do Flamengo, glória do esporte nacional, é vítima de um processo de encolhimento institucional (se existisse, a melhor palavra seria “apequenamento”) e exemplo daquilo que não deve ser feito na gestão de instituições congêneres. Vou evitar o lugar-comum da crítica fácil às pessoas que vêm dirigindo o clube nos últimos anos.
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Conheço algumas delas, e dentre elas várias pessoas de bem, alguns inclusive muitíssimo bem sucedidos em suas vidas pessoais e profissionais.
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Mesmo aqueles que têm experiência, conhecimento técnico e capacidade intelectual para atuar nas muitas atividades da gestão de um clube, costumam falhar quando fazem o papel do dirigente esportivo voluntário: misturam a paixão e a razão, o imediatismo e o necessário planejamento estratégico, o compromisso para com a instituição e as obrigações pessoais privadas, o administrador e o torcedor.
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O Flamengo faz péssima gestão de sua marca, é comumente associado a escândalos, brigas internas políticas inócuas, desrespeito a hierarquias, processos confusos, contratos mal alinhavados e raramente cumpridos, um ambiente e uma cultura interna que, sinceramente, dificilmente poderia vir a atrair parceiros confiáveis e interessados na obtenção conjunta de resultados positivos numa relação estável e segura.
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No momento em que começa a se desenhar o quadro eleitoral cujo desfecho se dará no final do ano, quando da eleição da Diretoria para o próximo triênio, vê-se candidatos divididos entre aqueles que pretendem perpetuarem-se num grupo de poder que se metamorfoseia para manter-se igual ou aqueles que se apresentam de forma novidadeira como representantes de uma pseudo-mudança, ainda que reproduzindo discursos, perfis e hábitos antigos.
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Parece bastante claro que uma mudança passa, necessariamente, pela determinação em dar ao clube um choque de gestão profissional incondicional. Há, para a Diretoria eleita, um espaço político necessário e útil, qual fosse o respaldo institucional, o estabelecimento de metas, a contratação de uma equipe de gestores profissionais, a avaliação dos resultados obtidos em médio prazo e a validação ou redefinição das soluções adotadas, em períodos e ciclos pré-configurados.
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Caberia à equipe de gestores profissionais tomar as decisões administrativas, decidir sobre cada uma das questões pertinentes às mais diversas atividades do clube, traçar planos executivos, preparar e gerir contratos, explorar oportunidades, negociar com atletas e seus representantes, valorizar a marca e otimizar todas as tarefas de gestão. Tudo isso com autonomia delegada e sob regras predeterminadas de governança corporativa, palavra chave neste novo momento.
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O Flamengo estaria em conformidade com seu atual Estatuto, com a Diretoria eleita cumprindo sua missão de definir ONDE o clube deve chegar (objetivos) e um grupo de gestão profissional definindo COMO chegar (gestão) a tais metas, sob regras claras, sem sobressaltos ou interferências políticas cotidianas, com transparência de ação, num ambiente negocial de alto nível.
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Este não é um caminho a ser adotado pelo Departamento de Futebol, nem por este ou aquele setor, mas pela instituição por inteiro, sob a liderança politica de um Presidente que tenha a grandeza de saber delegar a gestão cotidiana a um grupo de profissionais liderado por um CEO (ou outro nome que se queira dar ao cargo) com formação sólida, compromisso com o resultado, método administrativo, experiência em gestão de instituições de grande porte e uma equipe bem articulada. Ou seja: um choque de gestão profissional.
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O problema real consiste em conciliar, num grupo a ser eleito para liderar esta revolução, paixão pelo Flamengo e a clara noção de que esta mesma paixão inviabiliza uma gestão racional. Conciliar conhecimento profundo da questão e humildade para abrir mão da gestão direta sobre os dilemas cotidianos.
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A minha impressão pessoal é que ao cruzar as portas do clube, o torcedor-dirigente típico não se contém e se sente obrigado a interferir, participar, aparecer, falar além da conta – mesmo aqueles que antes se diziam comprometidos com a ideia de profissionalização. No fundo, o torcedor que habita em nós faz com que todos queiram “escalar o time” quando detém poder para tal.
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O Presidente hipoteticamente ideal deveria ser “impedido” de entrar no clube, sentar à mesa, resolver qualquer assunto do dia-a-dia. Que dê as diretrizes, avalie e reconduza a médio prazo, mas não interfira na ação.
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Este é o modelo ideal a meu ver. Já passou da hora de fazermos uma Revolução Rubro-Negra. Vamos a ela.
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por Affonso Romero Dantas – publicitário e sócio-proprietário do Flamengo

PS: Texto publicado originalmente no Blog Ouro de Tolo

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 00:23
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Reflexões sobre o Flamengo (parte 4) – CLUBE S/A E SUAS ILUSÕES. Por Walter Monteiro

Nove entre dez defensores de mudanças no comando do Flamengo anseiam pela transformação do clube em uma empresa, mais especificamente uma sociedade anônima. Exemplos europeus de sucesso dessa transformação alimentam as ilusões em torno do tema.

No caso específico do Flamengo, a criação de uma espécie de “Flamengo S/A” ou “Flamengo Futebol” (segundo alguns de seus partidários menos éticos) ainda teria o benefício adicional de congelar as dívidas acumuladas pelo clube na estrutura antiga, uma solução heterodoxa que dividisse o Flamengo entre a “banda boa” e a “banda podre”, deixando a imensa dívida como herança para os sócios.

Há uma diferença sensível de concepção entre um clube e uma S/A. O dirigente do clube deve satisfações ao universo de associados, uma massa disforme, onde cada membro tem rigorosamente o mesmo poder. Já o dirigente de uma S/A deve muito mais satisfações ao acionista controlador que à assembléia de acionistas.

O que parece escapar aos entusiastas dessa solução é que o ambiente econômico e regulatório do Brasil não é exatamente igual ao da Europa ou dos Estados Unidos (onde as franquias dos esportes locais também são empresas comerciais).

Estou convencido que uma sociedade anônima dedicada à gestão de práticas esportivas poderia se tornar uma presa fácil nas mãos de investidores do ramo. Não dá para descartar a possibilidade de que gente de elevado calibre como Eduardo Uram, Wagner Ribeiro ou até Ronaldo Fenômeno (arghhhh!) assumam o controle do Flamengo S/A e passem a ditar os seus rumos segundo suas próprias conveniências.
Aliás, até na Europa há exemplos de times cujo controle societário é transferido sem qualquer tipo de restrição, para gente de duvidosa reputação.

Mas enquanto na Europa o padrão dos aventureiros é injetar dinheiro de origem nebulosa em troca de prestígio para magnatas que não têm mais onde gastar, o investidor típico do futebol brasileiro é um negociante de atletas, com visão de retorno rápido do capital investido. Qualquer clube que se transforme em empresa será um chamariz para essa gente, que, na qualidade de acionista (ainda que não formalmente controlador) poderá se valer de mecanismos diversos para impor sua vontade.

O alerta vale mesmo para o caso de uma sociedade anônima onde o clube seja o controlador. Primeiro, porque a futura S/A teria de emitir ações em favor do clube e os desdobramentos a partir daí, inclusive quanto aos credores, passa a ser incerto. Segundo, porque o excesso de regulação jurídica no universo das S/A pode gerar empecilhos de toda sorte, em um modelo totalmente desconhecido. E terceiro, o mercado acionário brasileiro, que ainda é muito incipiente, vem se sofisticando a cada ano e não há como descartar, totalmente, a possibilidade de uma oferta hostil pela tomada do controle.

Portanto, longe de ser uma solução definitiva para os problemas de gerenciamento e financiamento, a transformação do Flamengo ou de parte dele em uma empresa pode ser, ao contrário, uma tremenda dor de cabeça.

Quero ainda lembrar que os clubes de futebol, por serem instituições sem fins lucrativos, sofrem uma tributação bem baixa – a maioria daqueles impostos que o Michel Levy, na maior cara de pau, diz que às vezes deixa de pagar “um imposto aqui, outro ali”, são tributos incidentes sobre a folha de pagamento, porque diretamente sobre a arrecadação do Flamengo a carga tributária seria de uns 4%, a julgar pelo Balanço Patrimonial.
Obviamente que o cenário fiscal se agravaria muito em uma sociedade anônima . Dá para especular que pelo menos uns 20% do faturamento iria parar nas mãos do fisco.

E os problemas não terminam por aí.

Quem defende a criação da S/A sequer cogita que o controle não fique nas mãos do CRF.

Sejamos realistas: o mercado, por si só, já seria refratário a um investimento em um segmento tão pouco rentável como o dos clubes de futebol, mas a situação seria ainda pior se o controle permanecesse nas mãos do clube. Afinal, o que atrai investidores de peso é justamente a possibilidade de exercer ou compartilhar o controle.

Para funcionar, teria que ser algo como uma “privatização”, o Clube de Regatas do Flamengo abrindo mão para sempre de gerir a marca e o futebol, ficando apenas como detentor de uma ‘golden share’ para opinar em matérias chave. E seria difícil, muito difícil, convencer os sócios proprietários do clube a tomarem essa decisão.

Isso eu falo no plano teórico, apenas.

Porque, na prática, dado o mercado atual de investidores em futebol no Brasil, a opção seria temerária. Os investidores institucionais qualificados teriam empecilhos para participar do projeto, porque o rating da futura Fla S/A tende a ser baixo.

Quem nos restaria? O capital volátil e, sobretudo, os já citados investidores tradicionais do segmento – as Traffic e 9nes da vida. Todos com visão de curto prazo e baixo comprometimento institucional. Além de não serem nenhuma referência de ética e gestão.

Sem contar que a minha aposta é que logo após o IPO (a oferta pública inicial, que representa a abertura do capital em bolsa de valores) as ações sofreriam uma queda vertiginosa. Isso já é comum com empresas sólidas, imagina com uma empresa de futebol, cujo fluxo de caixa é diretamente influenciado pela incerteza dos resultados.

Isso traria um efeito colateral deletério. Quanto vale a marca Flamengo, cujo real valor hoje remanesce no imaginário intangível? Eu não sei, ninguém sabe. Mas no exato instante da criação da S/A ela teria que ser valorada, para poder fixar o preço das ações. Afinal, perdoem a linguagem um pouco mais hermética, o CRF vai integralizar o capital social da futura S/A com a sua marca, recebendo em troca as ações.

Que fique bem claro: se a marca do Flamengo hoje vale o infinito, no exato instante da criação da S/A ela passa a ter um valor definido, expresso em ações.

E se as ações caírem logo depois do IPO, a conclusão é simples: o mercado decretou que a marca Flamengo vale menos do que a gente imaginava. A recuperação pode ser lenta, ou talvez nem vir. Isso será desastroso para a captação de dinheiro no futuro.

Por isso, sou contra a criação da Fla S/A. É risco demais, só para nos livrarmos dos dirigentes de sempre. Há, por certo, caminhos mais rápidos e seguros.

Mas em um ponto eu concordo integralmente com quem defende a criação da S/A. O padrão de exigência necessário ao IPO deve ser implantado no clube com urgência. Princípios de Governança Corporativa, responsabilidade orçamentária e profissionalização da gestão são imprescindíveis em uma organização que arrecada mais de US$ 100 milhões/ano, com potencial para arrecadar ainda mais.

Isso é inadiável.

Mas eu acredito que há uma forma mais inteligente de se fazer isso sem correr os riscos de uma S/A. Volto ao tema no próximo artigo.


Walter Monteiro
Embaixador Oficial do Flamengo no Rio Grande do Sul, sócio-proprietário do clube (mesmo morando em Porto Alegre) e escreve a coluna Bissexta no Blog Ouro de Tolo.

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 00:00
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Além de construir, é preciso reconstruir

As fotos estão nos sites esportivos, no site oficial do clube e mesmo com todos os problemas que temos visto no nosso clube, temos que reconhecer que essa é a gestão que levou mais a sério a construção do CT. Dentre as inúmeras reclamações e críticas, é preciso ter a humildade em reconhecer os méritos, ainda que sejam abafados pelos gritantes erros.

A criança está nascendo

O fato do time treinar no CT, de ter luz e acomodações (ainda que improvisadas, por enquanto) já é motivo de reconhecimento do esforço para se concluir as obras. As fotos demonstram a grandeza do projeto e as informações destacam a engenharia financeira para que o dinheiro destinado às obras não seja penhorado ou utilizado de outra forma.

Diante de tudo isso, do discurso da importância quase imprescindível de se ter um CT, algo ficou esquecido no Flamengo: o cuidado com a tradição.

Tenho percebido um desanimo generalizado. Gritos que antes saíam com facilidade, hoje saem com um esforço descomunal. A alegria da torcida tem sido diferente. Tem sido contida, desconfiada e desacreditada. Já passamos por momentos difíceis, momentos complicados, infelizes, mas sem jamais perder a fé, o orgulho e a essência Rubro-Negra.

Os verdadeiros Rubro-Negros sabem bem do que estou falando. Há um desanimo, há uma sensação de abandono, de fim da linha, de falta de esperança. Isso está ligado em boa parte ao discurso da diretoria que parece dar mais valor ao parquinho das crianças na Gávea, ao esporte olímpico, deixando em 2º plano o carro chefe, o futebol.

Parece até incoerente falar em 2º plano, num texto em que começo falando sobre a construção do CT. Ou falar em 2º plano quando se tem uma das maiores folhas salariais do país. Mas a situação de bagunça generalizada, de mandos e desmandos, de desorganização administrativa, e principalmente, os meses em que o futebol não teve sequer um dirigente que pudesse dialogar com os jogadores, nos dão a impressão de que mesmo com o CT, a prioridade da diretoria é outra.

Incoerente? Pode ser. Mas poucas vezes, ou melhor, nunca vi a Nação tão descrente, tão sem esperança e tão desmotivada. Há uma irritante acomodação em todos os sentidos, principalmente na arquibancada, onde fomos capazes de realizar proezas e transformar times fracos em invencíveis.

Sábado começa o Brasileiro. É a última chance de levantar um caneco esse ano. E antes que muitos digam que “com esse time não dá”, “com essa diretoria não adianta”, etc., digo com propriedade que em vários anos e em muitos títulos passamos por situação semelhante, de descaso e despreparo. O que era diferente era a nossa atitude. É chato ver vagabundo se arrastando em campo, mas mais chato ainda é ver torcedor desistindo antes do fim.

Tem que fazer a diferença

Que comece o Brasileiro e que seja renovada a nossa verdadeira essência, de vibração, fé, raça, amor e paixão. É isso que nos move e é isso que nos torna vencedores.

Quanto a esta diretoria, ou eventual sucessora, fica a lição que além de construir prédios, é necessário cultivar a fé e motivação do torcedor, e quando necessário, trabalhar para reconstruir essa motivação. E isso só se faz de uma forma: respeitando nossas tradições.

SRN, Jefferson Freire – jeffersonfreire@saudacoesrubronegras.com.br

www.twitter.com/jeffersonSRN

Postado por Jefferson às 22:54
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Zinho no Meio de Campo

Inevitável não lembrar da abjeta maneira como Zico saiu do Flamengo em 2010, diante da recente aquisição de Zinho. Dá calafrios pensar que o ídolo possa receber o mesmo tratamento ignominioso que foi dispensado primeiro a Junior, depois, ao Rei Maior.

Pior que isso, é pensar que em decorrência de um eventual desgaste, que culminaria com uma demissão ridícula, afastemos do Flamengo outro nome de peso, um craque da mesma estirpe dos nossos dois maiores de todos os tempos.

De bobo Zinho não tem é nada. Não que o Maestro ou Zicão tivessem, mas talvez a condição de ídolos supremos tenha feito com que não se preocupassem como deveriam com as covardias usuais dos dirigentes e conselheiros do Flamengo. Contra isso, esperamos que o tetra campeão de 1987 já esteja devidamente prevenido. Será uma luta em várias frentes, contra uma fauna grotesca de bichos políticos que existem no clube.

Fora esse temor, é positiva a vinda de Zinho. Ex-jogador que domina a linguagem boleira, e que desfruta de razoável traquejo para tratar com dirigentes, chega com discurso providencial, que é de fazer esse time ter objetivos. Vamos ver se agora, com um braço direito, Joel resolve treinar os jogadores de verdade, sem precisar mandar dar chutão ou escalar atleta porque fala o idioma do adversário.

Treinados e focados, quem sabe as potencialidades dos nossos jogadores se desenvolvam plenamente. Pena que esse esboço de organização tenha se definido apenas no mês de maio, a 8 dias da estreia no Brasileiro.

AVANTE FLAMENGO!

Postado por Julio Benck às 15:57
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REFLEXÕES SOBRE O FLAMENGO – PARTE 3 SÓCIO OFF-RIO, O JEITINHO BRASILEIRO EM VERSÃO RUBRO-NEGRA por Walter Monteiro

 

 Nos textos anteriores falei sobre projetos de sócio torcedor de um modo geral. No CRF, como se sabe, não há essa modalidade, nem se tem conhecimento de que se venha a criá-la em curto prazo. Em paralelo, há algo que guarda alguma semelhança com o sócio torcedor, que é o chamado sócio Off-Rio (ou contribuinte estadual, na definição apropriada).

Está lá na página oficial do clube para quem quiser ver. Quem mora a mais de 100 quilômetros do Rio de Janeiro (o site não deixa claro, mas presumo que seja a cidade) pode se tornar sócio pagando apenas R$ 40,00 por mês. Em troca, recebe uma carteira de sócio estadual, adquire o direito de frequentar o clube até 30 dias por ano, recebe publicações e informações sociais quando publicadas, participa de promoções e eventos quando forem promovidos. E, claro, a jóia da coroa: vota para Presidência e Conselhos, depois de cumprida a carência de 3 anos.

Há tempos eu vinha emitindo alguns alertas acerca da precariedade desses direitos de voto dos sócios Off-Rio, para os quais não há previsão estatutária, mas eu desisti de insistir no assunto. As reações dos meus interlocutores eram tão raivosas, tão fundamentalistas e tão enérgicas que eu me sentia tentando explicar a George Bush que talvez não houvesse armas químicas no Iraque. Desisti, cansei, deixa pra lá. Que fiquem todos confortáveis com suas crenças imutáveis.

Ou melhor, nem desisti tanto assim. Desisti de discutir, mas não de alimentar minhas dúvidas. Reuni o pacote de disposições do Estatuto Social do CRF que colocam em xeque a validade do sócio Off-Rio e encaminhei uma consulta oficial ao Conselho Deliberativo do clube, que a submeteu a uma comissão de juristas. Até agora desconheço o que dirá tal comissão, só torço para que digam que sim, que os Off-Rio possuem direito de voto. Isso trará paz para muitos.

O que me incomoda mais nessa temática do Off-Rio é que os defensores mais ardorosos de uma campanha associativa não são sócios dessa modalidade. São, quase sempre, sócios e torcedores cariocas, que olham para o Off-Rio como uma alternativa adaptada de um projeto de sócio torcedor.

O raciocínio é simples: ser sócio do Flamengo não é muito barato e para quem não mora nas imediações da Gávea frequentar o clube é algo fora de cogitação. Isso torna difícil convencer torcedores a pagar R$ 105,00 por mês para usufruir bem pouco da instalações. Entretanto, R$ 40,00 soa mais palatável, se encaixa melhor no orçamento dos torcedores, pois, afinal, esse é um valor aproximado do que cobram os programas de sócio torcedor comercializados por clubes rivais, como vimos no artigo anterior.

É daí que surge essa fixação – de gente bem intencionada, em sua maioria, faço essa ressalva – de concentrar os esforços de campanhas de associação em sócios de outros estados. É um modo bem brasileiro de lidar com as dificuldades: já que não há sócio torcedor à disposição, vamos aproveitar essa brecha do Off-Rio e aumentar o colégio eleitoral por essa via.

Não condeno quem o faça. Se a possibilidade existe, se as pessoas realmente acreditam que é aumentando o colégio eleitoral que se mudará o clube, que sigam em frente.

O que parece fora de questão é perguntar aos sócios de fora do Rio de Janeiro quais são, antes de mais nada, as suas reais necessidades. Eu mesmo, que morei a minha vida inteira no Rio antes de me mudar para Porto Alegre em 2007, não imaginava que a vida rubro-negra fosse tão difícil fora da Cidade Maravilhosa.

O torcedor Off-Rio, para começo de conversa, tem dificuldade de torcer. Sabe aquele domingão que tem um clássico Flamengo x Vasco pelo Carioca? Em Porto Alegre a TV mostra Grêmio x Ypiranga. Sabe o jogo de meio de semana pela Copa do Brasil contra o Horizonte? Em Curitiba o Sportv passa Atlético PR x Ipatinga. Sabe o jogo de estreia na fase de grupos da Libertadores que vai passar na Globo? Na Globo de Salvador vai passar Vitória x Itabuna.

Pensa que a vida melhora quando chega o Brasileirão? Engano seu. Quem mandou Flamengo x Palmeiras ser às 16h, mesmo horário de Portuguesa x Atlético MG? O flamenguista de Belo Horizonte vai ter que se contentar com o jogo do Galo.

Então, para quem mora fora do Rio, ou bem assina o PFC, ou ver o Flamengo passa a ser algo bissexto. Ou seja, lá se vão mais de R$ 60,00 por mês. E isso nem sempre resolve o problema….porque sabe aquele dia que a partida coincide com um compromisso qualquer e o torcedor carioca vai ouvindo o jogo no rádio do carro ou do celular? Pois é, quando isso acontece comigo, eu preciso me contentar com o jogo do Inter.

E até agora só falei de jogos pela TV. Porque quando se trata de jogos no estádio, aí mesmo é que o torcedor Off-Rio come o pão que o diabo amassou. Vou contar um caso real, relativamente recente.

Em 2010 o Flamengo jogou as Oitavas de Final da Libertadores no Pacaembu, contra o Corinthians. Sabem onde os sócios Off-Rio de São Paulo assistiram a partida? Em casa. Sim, os sócios Off-Rio foram obrigados a ficar em casa. Para facilitar o deslocamento dos torcedores cariocas, o Flamengo fez o favor de comprar antecipadamente toda a carga de ingressos visitantes e vendê-la na Gávea.

Esse episódio do jogo do Corinthians ilustra uma diferença marcante entre os sócios regulares e os sócios Off-Rio: o acesso privilegiado e antecipado à compra de ingressos. Sócio do Flamengo nunca fica de fora de jogo importante, nem passa aperto para comprar ingresso: basta ir na sede da Gávea e acessar a bilheteria exclusiva, que fica lá dentro do clube, ao lado da secretaria.

Além disso, lá na Gávea também vende toda a linha oficial de produtos do clube com descontos para os sócios. E quando há eventos, o sócio sempre é convidado a participar.

Digo essas coisas para evidenciar um aspecto que geralmente passa despercebido: mesmo para quem não frequenta a sede, o Flamengo oferece aos seus sócios cariocas alguns benefícios palpáveis e reais, em especial o mais relevante deles, que é a exclusividade na compra de ingressos.

Já para os Off-Rio, sejamos francos, a única coisa que o clube oferece em troca é um boleto de cobrança mensal. Nem a revistinha bimensal costuma chegar – desde 2009, só recebi 3.

E, sim, a chance de votar 3 anos depois de se associar. Desde que, claro, o sócio esteja disposto a faltar o trabalho e investir algumas centenas de reais no seu deslocamento até ao clube, pois não há votos on line ou por correspondência (e nem haverá enquanto não se mudar o estatuto, que expressamente prevê votação por envelopes nas urnas).

Portanto, a todos os que se enchem de esperanças de encontrarem hordas de sócios ávidos por doar R$ 480,00 por ano ao CRF apenas para figurarem na lista de eleitores em 2015, fica aqui meu conselho: não confundam o atual sócio Off-Rio com um projeto de sócio torcedor meio capenga. Ele é muito pior do que isso, é uma extorsão apelativa à paixão genuína da Nação.

Se realmente vocês estão empenhados em encontrar mais sócios a curto prazo, fixem-se na turma do Rio de Janeiro mesmo. Pelo menos para esses ainda se pode acenar com contrapartidas tangíveis. Nem que seja trocar a mensalidade do PFC pela do clube e assistir as partidas em um dos muitos bares que as transmitem. Porque, acreditem, até isso não é simples fora do Rio de Janeiro.

 

Walter Monteiro – Embaixador Oficial do Flamengo no Rio Grande do Sul, sócio-proprietário do clube (mesmo morando em Porto Alegre) e escreve a coluna Bissexta no Blog Ouro de Tolo.

PS: Para reler:

  1. O primeiro artigo da série: Sócio Torcedor, Mitos e Crenças
  2. O segundo artigo da série:  Ainda o sócio Torcedor, Seus Mitos e Suas Crenças

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 00:00
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O BALANÇO DO FLAMENGO PARA LEIGOS (Aula 1)

Salve, Salve, Nação rubro-negra!

O curso era de contabilidade para leigos. Ao final, o Prof. Pacioli* informou que na próxima aula ele falaria sobre demonstrações contábeis e perguntou à turma qual empresa gostaria de analisar. A resposta da maioria foi que gostariam que ele utilizasse como exemplo o recém divulgado Balanço do Flamengo. Após breve hesitação, o professor topou dizendo:

- Não é uma boa escolha. As demonstrações de clubes não são, digamos, as mais acadêmicas. São difíceis de serem analisadas. O ideal seria utilizarmos alguma grande empresa, uma sociedade anônima, de preferência multinacional. Mas, tudo bem! Vou mostrar as particularidades e excentricidades de um balanço como o do Flamengo. É um baita desafio, mas eu topo! Numa outra aula qualquer mostro um balanço mais convencional, digamos assim, e vocês poderão notar as diferenças. Vamos começar por onde vocês têm mais curiosidade.

Receita

Dito e feito! A aula seguinte, sobre as demonstrações contábeis teve o Flamengo como objeto do estudo de caso. O professor começou perguntando aos alunos qual seria o item mais importante no orçamento doméstico, ou seja, na contabilidade da família de cada um qual seria aquele ponto que todos se interessariam em saber primeiro:

- Salário…Quanto ele ganha…Rendimento… Remuneração… e outras variações foram as respostas e tiveram um consentimento do professor.

- Perfeito, mas antes de falarmos do Flamengo, é importante que vocês aprendam uma regrinha contábil. Na contabilidade não se adota o regime de caixa, mas o de competência. Ou seja, consideramos as receitas no momento que são geradas, independente de terem sido recebidas. Para exemplificar, vamos imaginar a contabilidade de um assalariado, cujo salário seja pago no dia 5 do mês seguinte. Assim iremos considerar como receita o seu salário de dezembro, mesmo que ele só venha a receber em janeiro. Se o patrão dele ficou devendo uma parte de um salário, a contabilização da receita será pelo valor integral, mesmo que nosso pobre empregado não tenha visto a cor dessa grana. Por outro lado, se o empregador lhe antecipou um dinheiro das férias que só teria direito no próximo ano, esse valor não será computado na receita  Isto é importante para entender que nem tudo que aparece lançado como receita efetivamente entrou no cofre de uma empresa e que as antecipações, mesmo já tendo sido até gastas, não são consideradas receitas daquele exercício. O mesmo vale para as despesas e demais lançamentos.

Professor Pacioli continua a aula demonstrando a grande variação positiva da receita no DRE (Demonstração do Resultado do Exercício):

- Como vocês mesmo disseram, tudo fica mais fácil tendo mais dinheiro. No caso específico do futebol, com um faturamento maior pode-se ter um time mais competitivo. Então, por este item analisado isoladamente, o Flamengo foi muito bem. Observem o crescimento da receita de um ano para outro. Aliás, comparar os dois últimos anos é a primeira análise que é feita nos demonstrativos. O segredo para este sucesso foi o novo contrato de Direitos de Transmissão com a Tv. No entanto, de nada adianta olharmos números isolados. Precisamos entender sobre o setor e como todos sabem, no ano passado, o clube dos 13 foi implodido e o Flamengo negociou sozinho e em bases muito melhores. Nesta negociação, podemos confirmar com os números que a diretoria do clube foi bem sucedida.

- Ao analisamos algum tópico, o ideal é sempre fazermos comparações. Números precisam ser relativizados. Já falei na tradicional comparação entre os dois anos que obrigatoriamente são apresentados em qualquer demonstrativo contábil – o ano analisado com o imediatamente anterior. Mas, várias outras podem ser feitas, algumas são padrões, outras de acordo com a conveniência e objeto de estudo. Por exemplo, podemos comparar duas gestões. Como a atual diretoria está no poder há dois anos, vamos comparar o período com os dois primeiros anos da antiga administração. No slide, temos uma noção ainda maior de como os contratos de TV ganharam importância. Agora, observem a venda de jogadores e vejam que o que era um importante fator de renda para o Flamengo tornou-se praticamente irrelevante. O clube não depende mais da venda de jogadores. O próprio marketing que 10 entre 10 torcedores criticam e, em minha opinião, com toda razão hoje gera muito mais receita. Nos dois anos da gestão atual a receita foi superior a R$ 88milhões, contra R$ 53milhões em toda gestão anterior (3 anos). Se observarmos os balanços dos demais clubes veremos que o negócio futebol cresceu muito, daí a explicação! O grande mérito da atual administração do Flamengo foi ter se livrado da negociação conjunta dos direitos de tv e negociado o contrato individualmente. Do resto, foi beneficiada pelo mercado favorável.

Após uma pausa continuou:

- Um outro item que chama a atenção é a arrecadação nas bilheterias. 2011 o Flamengo teve a menor receita com venda de ingressos dos últimos 5 anos. O clube arrecadou R$ 3milhões a menos do que o trágico ano de 2010. Ou seja, as campanhas feitas no final do ano passado para  levar a torcida ao estádio parecem que tinham todo sentido.

Despesa

- As receitas precisam ser analisadas em conjunto com as despesas. No caso de um clube endividado, este ponto é ainda mais crítico. O clube precisa gerar bom superavit primário, ou seja, tem que obter uma receita bem superior às despesas para poder quitar os juros. No caso do Flamengo, o crescimento das despesas de 2010 para 2011 (26%) ocorreu em um ritmo menor do que as receitas (43%). No entanto…

- Enquanto a receita bruta com o futebol cresceu praticamente 50%, as despesas subiram 57%. Ou seja, mesmo com um contrato bastante vantajoso na TV, o Flamengo não aproveitou para gerar dinheiro, conseguiu aumentar ainda mais os gastos e a rubrica de despesas gerais foi a que mais cresceu. Sabe-se que  houve investimentos no centro de treinamento. Espero que o grande aumento seja originado de investimentos. ** Espero que o grande aumento tenha sido gerado pelas instalações provisórias no CT (ex: aluguel de equipamentos) e outras derivadas e de caráter temporário.

O professor deu um tempo para os alunos assimilarem o que havia dito e apontou para os gastos com o social e com os esportes amadores.

- Olhem que a parte social e os esportes amadores dão prejuízo. Portanto, o futebol continua bancando o restante do clube, porém muito menos do que em 2010. Se compararmos com o ano anterior, quando o presidente era outro, podemos imaginar o que ocorreu em 2010 foi pontual pela falta de investimento na sede e nos esportes olímpicos durante bastante tempo, uma vez que os valores de 2011 voltaram aos níveis anteriores e em um patamar mais alto, o que é um indicativo de investimento, principalmente pelo recuo das despesas gerais. Para termos uma maior certeza, só aguardando o balanço de 2012.

Patrimônio Líquido

- No Balanço patrimonial de um lado temos os direitos e os bens da empresa, que chamamos de ativos. No outro, as obrigações, que são os recursos de terceiros e que, em contabilidade, chamam-se Passivos, além do Capital Próprio ou Patrimônio Líquido. Até 2010, o Flamengo tinha o que se chama de passivo a descoberto. Ou seja, nem se desfazendo de todo patrimônio e de tudo que o clube teria a receber tornava-se possível pagar todos os compromissos assumidos. Em 2011 isto se reverteu. O Flamengo finalmente voltou a ter um patrimônio líquido positivo.

- O segredo para que isto tenha ocorrido está aqui, na reavaliação imobiliária. Não se costuma fazer uso de expedientes deste tipo, mas no caso do Flamengo os investimentos feitos no CT e na sede social podem justificá-los. No entanto, houve um benefício com uma situação de crescimento exponencial nos valores dos imóveis na cidade. Haverá problema se este fato for uma bolha e estourar. Caso contrário, não vejo maiores problemas, exceto pela dúvida se a avaliação levou em conta características legais, como o de que a sede do clube está em um terreno federal e a venda não seria tão simples assim. Vale a ressalva de que o Flamengo precisará, desde então, fazer a reavaliação de forma periódica.

Endividamento

- Em um clube como o Flamengo, que sabidamente é endividado, quando se divulga o balanço, as primeiras manchetes são sempre sobre o valor da dívida. Isto sempre causa um temor na maioria das pessoas, porque em nossa vida pessoal só costumamos recorrer a empréstimos quando estamos no sufoco e aí pegamos aqueles juros absurdos dos cheques especiais e do cartão de crédito. No entanto, o endividamento é comum no dia a dia das empresas. Quanto maior a empresa, mais acesso a condições especiais de financiamento ela terá. Assim, é possível ter juros inferiores a rentabilidade do próprio negócio. Ou seja, muitas vezes é preferível pegar um financiamento (aqueles de longo prazo, para investir em projetos e ativos permanentes) do que colocar dinheiro próprio no negócio. Assim, o valor do endividamento sozinho, como as manchetes adoram explorar, não diz muita coisa.

- Observem que embora o endividamento do Flamengo tenha crescido, ele é proporcionalmente menor em relação ao faturamento, o que é uma boa notícia. A situação já esteve bem pior do que hoje.

- Outra comparação bastante válida quando falamos em dívida é observar o crescimento relativo a algum indicador. No exemplo, uso a comparação com a taxa de juros básica da economia. Se considerarmos que o Flamengo é um clube altamente endividado, é bastante provável que os juros dos empréstimos do clube sejam obtidos a uma taxa bem superior à Selic. O quadro demonstra que embora a dívida seja crescente, ela tem tido uma aceleração menor do que a Selic, o que representa outro dado positivo.

- No entanto, nem tudo são flores. Ops! Flores? Desculpem-me, mas aí já seria sobre o balanço de outro clube (risos escutados na sala). Vamos voltar o Flamengo… A receita no ano passado cresceu muito acima da taxa Selic, algo bastante incomum para o Flamengo e que não deverá voltar a ocorrer tão cedo. Isto significa que o clube perdeu uma excelente oportunidade de reduzir o endividamento.

Próxima Aula

Ao escutar o sinal, indicando o final da aula, o professor disse:

- Bem, pessoal. Devido ao limite de tempo, continuarei o assunto na próxima aula, quando falarei especificamente sobre os pontos obscuros, as anormalidades e os problemas que aparecem nas demonstrações contábeis do Flamengo. Analisem o que conversamos até aqui e enviem seus comentários. Ficarei no aguardo!

FLAmém!

Jorge Farah

Twitter: @IgrejaFlamengo

http://igrejaflamengo.blogspot.com

* Pacioli - escolhido para ser o nome do professor é uma homenagem a Luca Pacioli, um frei franciscano que é considerado o pai da contabilidade moderna, que, em um livro escrito em 1494 (ou seja, quando o Brasil ainda era dos índios), descreveu pela primeira vez o “método das partidas dobradas”, que é a base dos lançamentos contábeis até hoje, segundo o qual todo débito corresponde a um crédito de mesmo valor. A consequência disto é que o total de débitos será sempre igual ao total de créditos e o ativo será igual ao passivo, mas aí já é um post para um blog contábil, certo?

** Não costumo alterar um texto depois de publicá-lo. no entanto, desta vez, fui obrigado porque o trecho anterior (que mantive riscado) levava a uma confusão conceitual. Aproveito para explicá-la. Investimentos não são contabilizados como despesas (não transitam pelo resultado – DRE), mas lançados diretamente em uma conta no ativo permanente (aumenta-se o valor do bem). No entanto, o CT foi utilizado provisoriamente e alguns gastos temporários são contabilizados como despesas. É a estes que pretendia me referir. Agradeço a preciosa colaboração do leitor Diego Milward (@dmilward).

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 22:33
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Se não tem futebol…

Até tenho vontade de voltar a falar sobre futebol, mas admito que bate um receio de deixar de criticar a atual congestão do Flamengo e passar por alienado ou chapa branca. Não restam mais dúvidas de que ela conseguiu atingir os píncaros da desaprovação geral. Dizem que Patrícia deve ser reeleita, no que sinceramente custo a acreditar. Por mais reformas que tenham sido feitas na sede, é difícil crer que os mesmos setecentos e poucos que a colocaram na presidência o façam de novo. A não ser que haja um loteamento monstro de vagas no estacionamento, distribuídas à revelia por gente que pode ou não ser Flamengo. E é aí que mora o perigo, pois quem não é Flamengo certamente votará nela mais uma vez.

A atual administração vem gradativamente tentando anestesiar a torcida para todas as cagadas que tem feito. Fico contente  de ver que a galera já não acredita em tudo que sai na grande mídia, e pelo visto comprou de vez a ideia de combater a favor do clube. Não sei se conseguiremos aturar mais 3 anos de pura incompetência e mediocridade, e é por isso que dou maior valor a todos os que estão aqui e em outros blogs demonstrando sua profunda agonia com o estado de coisas que há muito se instaurou mas que, repito, no governo Patricia Amorim atingiu níveis alarmantes de descaso e falta de vontade.

Os comentários estão abertos. Se for pra descer a lenha, e se isso for para o bem do Flamengo, que não se pare até que alguma coisa mude.

O que considero pouco provável, pelo menos enquanto nossa ex-nadadora estiver no poder.

AVANTE FLAMENGO!

Postado por Julio Benck às 00:47
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AINDA O SÓCIO TORCEDOR, SEUS MITOS E SUAS CRENÇAS – por Walter Monteiro

Caríssimos irmãos de fé rubro-negra,
Salve, Salve, FLAleluia!

Dando continuidade a série de reflexões sobre o Flamengo, o Walter Monteiro nos fala mais sobre os programas de sócio-torcedor, tendo como base os principais programas existentes no Brasil.

Caso queira reler o primeiro capítulo, basta clicar aqui.



FLAmém!

REFLEXÕES SOBRE O FLAMENGO 
PARTE 2
AINDA O SÓCIO TORCEDOR, SEUS MITOS E SUAS CRENÇAS.

No artigo anterior critiquei o movimento de alguns rubro-negros, que depositam todas as suas esperanças na criação de um projeto de sócio torcedor. O curioso é que apenas no Flamengo essa obsessão em atrair mais torcedores sob uma motivação exclusivamente política tem defensores tao ardorosos. Há uma série de programas adotados por nossos rivais e em nenhum dos que analisei a questão do voto tem importância. E alguns são muitíssimo bem sucedidos.

Eu não teria tempo e nem seria o caso de destrinchar, um a um, os programas de todos os clubes brasileiros, nem mesmo se restringisse a pesquisa aos clubes da Série A ou até mesmo aos chamados “12 grandes” (os 4 cariocas, os 4 paulistas, os 2 gaúchos e os 2 mineiros). Adotei um critério, um tanto quanto aleatório, mas com premissas claras.

Escolhi o Vasco, porque é o maior rival local do Flamengo; o Botafogo, porque dizem ser o clube carioca com a administração mais arejada; o São Paulo e o Inter, por serem referências nacionais de práticas de gestão elogiadas e o Corinthians, o clube que luta para roubar do Flamengo a liderança nacional em número de torcedores. É uma amostragem coerente e abrange 1/4 dos times da Série A e a metade dos clubes grandes (incluindo o Flamengo, de quem falarei depois).

A tabela a seguir detalha o que cada um desses clubes enfatiza serem os benefícios dos respectivos programas de sócio torcedor, segundo informa ao dos seus sites oficiais:

É preciso aclarar que a tabela acima faz uma aproximação muito resumida dos benefícios ofertados em cada programa. O Vasco, por exemplo, não oferece quase nada ao sócio torcedor propriamente dito, mas, em compensação, comercializa um plano chamado de “sócio geral” que custa apenas R$ 10,00 a mais e garante os benefícios que descrevi. Botafogo, São Paulo e Corinthians comercializam planos com preços diferenciados, com as versões mais caras contendo “mimos” mais sofisticados, como lugar personalizado no estádio, camisa autografada e vários outros badulaques.

0 mais importante, entretanto, é perceber que apenas Vasco e Inter garantem direito de voto ao sócio torcedor – o Corinthians chega a proibir taxativamente no seu estatuto social que essa categoria tenha direito de voto. 

Só que no Inter e principalmente no Vasco, o tal direito de voto é muito mais simbólico do que efetivo – ou, como se dizia antigamente, é para ingles ver. 

No Inter a eleição é, em principio, indireta. Há um Conselho Deliberativo, formado por membros natos (1/3) e membros eleitos (os 2/3 restantes). Quem quer ser presidente do clube precisa ter cumprido ao menos 1 mandato de conselheiro. E é o Conselho, em princípio, quem elege o Presidente. Se uma das chapas atingir um quórum qualificado (que é um número variável de votos de conselheiros, a depender da quantidade de chapas inscritas), a eleição acaba ali mesmo. Caso nenhuma chapa consiga atingir esse quórum, há um segundo turno entre as duas mais votadas. É só nessa segunda etapa que o sócio torcedor pode dar o ar de sua graça – antes, fica tudo ali entre os 450 conselheiros. 

No Vasco é ainda pior. A eleição é inteiramente indireta, sendo que o Conselho Deliberativo do clube é composto por metade de membros natos. Só a outra metade é eleita. 

Ou seja, o verdadeiro direito de voto que Inter e Vasco efetivamente concedem aos seus respectivos sócios torcedores é o direito de eleger apenas parte do Conselho Deliberativo (2/3 no caso gaúcho, metade no caso carioca), mas, no frigir dos ovos, quem dá as cartas mesmo são os ilustres conselheiros. 

Como se vê, a questão eleitoral NEM DE LONGE é relevante para o sucesso dos programas de sócio torcedor, sendo que na maioria dos casos ela sequer entra em pauta. São os benefícios oferecidos que realmente fazem a diferença. Ou, ainda melhor, é um beneficia central – acesso aos estádios com conforto, preço especial e algum diferencial em relação ao torcedor comum – que determina o sucesso de um programa de sócio torcedor. 

Essa é uma lição a ser aprendida pelas futuras gestões do Flamengo: não adianta lançar com pompa e circunstância projetos audaciosos (como o fracassado Cidadão Rubro-Negro, que guarda semelhanças óbvias com os programas clássicos de sócio torcedor, apenas com uma denominação diferente) se a questão dos ingressos e do acesso aos estádios não estiver no centro das preocupações. 

Ingressos, ingressos, ingressos. Essa é a chave do sucesso, o imã que atrai multidões de futuros associados. Quem percebeu isso, colheu êxito. Amor ao clube, desejo de participar politicamente ou benefícios não muito tangíveis simplesmente não funcionam.

* Por Walter Monteiro – Embaixador Oficial do Flamengo no Rio Grande do Sul, sócio-proprietário do clube (mesmo morando em Porto Alegre) e escreve a coluna Bissexta no Blog Ouro de Tolo.

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 00:41
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À espera dos filhos

O que mais se comenta pelos torcedores do Flamengo e nos corredores da Gávea, é o amadorismo de nossos diretores e a eleição que se aproxima. Nem vale a pena perder tempo enumerando os diversos erros da atual diretoria. Assim como não merece enumerar os erros das diretorias anteriores. São erros que ultrapassam o amadorismo e aquilo que podemos considerar como erros humanos. Mas se tratam de erros primários, infantis e muitas vezes com aparência de proposital.

O grande problema de tudo é que se estamos insatisfeitos com a atual diretoria, não podemos esperar grandes mudanças positivas com eventuais sucessores. Isso porque se olharmos as chaves concorrentes, ou os propensos concorrentes, todos não passam de meras figuras repetidas. Aqueles que nós já conhecemos de longa data. A própria Patrícia quando se candidatou muitos viam como a salvadora e sangue novo na Gávea. Mas já havia participado de gestões anteriores, tão ou mais maléficas ao clube. Ainda trouxe consigo alguns dos piores nomes que já comandaram o Flamengo.

Estamos praticamente reféns dos mesmos nomes, da mesma política, da mesma incompetência e uma quase certeza de que nada irá mudar, mesmo com eventual sucessão. Infelizmente estamos cercados de pessoas que se não são mal intencionadas, são incompetentes ao extremo. Não escrevo isso na intenção de desanimar o torcedor. Apesar do cenário que se estampa à nossa frente, carrego sempre comigo a esperança de dias melhores.

Mas infelizmente, aqueles que poderiam mudar e muito o rumo do nosso Clube, não se movimentam para isso. Vou citar 3 nomes óbvios: Zico, Junior e Leonardo. Junior tentou e não teve sucesso. Zico também. Mas o insucesso esteve muito mais ligado a forças “ocultas” de pessoas que não têm o interesse em melhorar o Clube, do que por incompetência de ambos.

A certeza que ficou após a passagem de ambos, é que sozinho, ninguém vai conseguir vencer a corja que está se perpetuando na Gávea. Junior foi engessado até desistir e Zico foi fritado, até hoje é um mistério o grau de ameaças e acusações sofridas por ele. A certeza é que para se mudar algo, apenas com a união das pessoas de bem. Isso passa por nomes como os acima citados, mas principalmente por uma renovação do quadro societário do Clube. Será muito difícil mudar algo com os sócios que lá estão. É necessário que não apenas ex-jogadores de bem contribuam, mas que torcedores de bem possam ajudar nessa empreitada.

É de conhecimento de todos a grande contribuição dada por esses jogadores ao Flamengo. Mas todos eles têm uma dívida de gratidão com Flamengo, pois ainda que jogassem o mesmo futebol, não teriam o reconhecimento que tiveram e tem jogando em outro clube. Nós, proporcionamos a eles a glória que jamais poderiam experimentar em outro lugar.

O Flamengo grita por socorro. Acena com tom de desespero. A Nação não agüenta mais o descaso, despreparo e principalmente a má-fé dos dirigentes. Precisamos da ajuda de nossos ídolos competentes para uma gestão séria. Até quando teremos que conviver com falsos dirigentes e assistindo aqueles que poderiam mudar algo fora do Flamengo? Eu espero que um dia, não muito distante, estas pessoas, ou outras, sérias e comprometidas com Clube e torcida se levantem a façam a diferença na área administrativa com a mesma habilidade demonstrada em campo.

Com os nomes atuais, é até possível que o Flamengo melhore a situação presente, mas ainda ficaremos longe do que almejamos para o nosso Clube.

Que os bons filhos voltem pra casa. Estamos à espera.

SRN, Jefferson Freire – jeffersonfreire@saudacoesrubronegras.com.br

Postado por Jefferson às 01:13
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Abril Despedaçado*

Uma situação engraçada essa do Flamengo. Não lembro de ter pela frente um período tão longo de recesso numa época em que normalmente estamos na disputa de tudo quanto é campeonato.

Há rubro negros que concordam que não ganhar o carioquinha será bom para não entrar no Brasileiro com o ego inflado demais, ou com a sensação de “dever cumprido”, com o título do ano garantido. É surreal demais essa possibilidade, pois motivação é algo difícil de mensurar. Se nos basearmos no desempenho, nos últimos anos em que disputamos o Brasileirão – exceto 2010 – estivemos sempre lutando pelas primeiras posições mesmo tendo vencido o estadual. Pelo menos foi assim em 2007, 2008, 2009 e 2011. Claro que 2007 é um caso à parte, pois no primeiro turno frequentamos a zona da degola, chegando a uma humilhante vice lanterna. A reação, uma das coisas mais bonitas que já vi no futebol, se deveu a uma conjuntura favorável, como a vinda de reforços importantes, Ibson e Fabio Luciano, mais uma sequência de vários jogos seguidos no Maraca. De fato, foi a última prova consistente que tivemos de que quando a mistura Flamengo no sufoco + jogadores comprometidos + Maraca sem restrições + Nação inflamada acontece, nada pode nos deter.

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Recusou com sabedoria o cargo de dirigente.

Dá para perceber sim, uma certa acomodação pós título, mas isso é praxe em quase todo clube. Até para ganhar o carioquinha, é necessário um certo esforço, mental e físico. Findo o campeonato, tudo é extravasado, e recuperar o foco e a concentração pode demandar algum tempo.

No caso de 2012, não dá para nutrir grandes esperanças, infelizmente. A diretoria é medíocre, tacanha e sem visão. A presidente já abriu para todos que não tá nem aí pro futebol, abandonando praticamente à própria sorte todo o departamento. Isso tem consequências funestas, pois sem respaldo do supremo mandatário, é impossível um setor do clube ir longe.

Mais do que nunca, devemos enterrar os pés no chão. E mesmo se vierem nomes de peso, com o caos do futebol do Flamengo, todo crédito deve ser restrito.

* créditos para http://www.abrildespedacado.com.br/

AVANTE FLAMENGO!

Postado por Julio Benck às 11:29
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Reflexões sobre o Flamengo (Parte I) – SÓCIO TORCEDOR, MITOS E CRENÇAS

Salve, Salve, Nação Rubro-Negra

Por motivos particulares, precisei me afastar temporariamente do blog. No entanto, você, leitor, sairá ganhando neste período. Publicarei aqui, sempre às quartas-feiras, uma série de artigos de autoria do Walter Monteiro* sobre a questão societária do C.R.F. e os programas de incentivo ao torcedor em geral, aproveitando este recesso forçado do futebol rubro-negro.

São artigos normalmente longos, para tratar o tema com a profundidade necessária e com o objetivo de evitar o lugar-comum. Trata-se de um material de altíssimo nível para reflexão e debate sobre o Flamengo. Concordando ou discordando das ideias do autor, tenho certeza de que você gostará da contribuição.

Segue o primeiro, que representa um convite para discussão sobre o papel de um programa de sócio torcedor.

FLAmém!

REFLEXÕES SOBRE O FLAMENGO
PARTE 1
SÓCIO TORCEDOR, MITOS E CRENÇAS.

Com esse artigo, inicio uma pequena série de reflexões sobre o futuro do Flamengo. Normalmente os debates acerca da gestão do clube são poluídos por uma atmosfera eleitoral muito intensa, onde sobram críticas para a administração do momento e promessas de um mundo melhor para o mandato seguinte – tem sido assim há, digamos, uns 20 anos. E quase sempre quem se dispõe a propor algo está, direta ou indiretamente, comprometido com alguma corrente política do clube, está a serviço desta ou daquela candidatura.

Eu mesmo, na última eleição, escrevi um documento pomposo e pretensioso, mas inteiramente influenciado pelo meu apoio à Patricia Amorim. Dessa vez, porém, nem pretendo repetir meu apoio à Patricia, nem me empolgo com as pré-candidaturas de oposição já em movimentação. Essa certa neutralidade me dá a impressão de que posso refletir com um tantinho a mais de isenção sobre o cotidiano da Gávea e estimular que outros rubro-negros enriqueçam o debate. Abro a série com um tema que está na ordem do dia de todos os que pensam o futuro do clube: a criação de um programa de sócio torcedor.

Não conheço ninguém que seja contra a criação de um programa de sócio torcedor, mas nove entre dez flamenguistas que o defendem publicamente miram, sobretudo, a possibilidade de renovar o colégio eleitoral do clube, dando à torcida o direito de participar ativamente da vida política do CRF.

O Flamengo, todos concordamos, tem muitos e muitos problemas, mas um deles, acreditem, não é falta de democracia. Pelo contrário, o clube é um dos mais democráticos do país, porque não há qualquer restrição em se associar (afora, claro, a questão econômica, porque não é tão barato) e nem há tantos embaraços a que um interessado possa se candidatar à presidência, sem contar que todos os sócios proprietários (há mais de 5 mil) podem participar do Conselho Deliberativo, se o desejarem.

Portanto, não é democracia que falta no Flamengo, há até quem diga (equivocadamente) que há democracia em excesso.

Apesar disso, cresce a percepção de que a solução mágica para os nossos problemas (muitos problemas, não me canso de insistir) viria de uma associação em massa de um contingente de rubro-negros, todos ávidos por se associarem ao clube tão logo isso seja possível.

Lamento decepcionar essa linha wishful thinking, mas conceder direito de voto a uma nova modalidade de sócios, além de não ser tão simples, não mudaria praticamente nada no cenário político da Gávea.

Eu disse antes que quase não há embaraços para quem quer se candidatar à presidência do CRF, mas isso não significa que não haja alguns requisitos. Há dois, basicamente: ter mais de 35 anos e ser sócio proprietário há mais de 5 anos. Requisitos bem simples de serem atingidos nas condições atuais (ainda devem existir uns 3 mil títulos de sócio proprietário à venda). Estimo que haja uns 3 ou 4 mil flamenguistas aptos a se candidatarem.

Ou seja, ainda que se concedesse direito de voto aos futuros “sócios-torcedores”, eles precisariam escolher entre os mesmos candidatos de hoje em dia.

O que muda, então?

Muda que os candidatos de hoje, que fazem uma campanha para um colégio eleitoral menor, precisariam competir em um cenário muito maior. Isso tornaria a campanha eleitoral mais cara, menos acessível a quem não é milionário, mais dependente de apoios de empresários e caciques políticos, mais difícil a quem não tem articulações internas sólidas.

Em que medida isso realmente pode contribuir para uma renovação no clube?

Um detalhe que costuma passar despercebido por todos que sonham com uma mudança de rumos no clube é que o comparecimento às urnas dos sócios atuais é muito baixo, inferior a 40% do colégio eleitoral.

Quase ninguém é sócio do Flamengo para jogar tênis ou frequentar a piscina, porque para isso há opções melhores e mais em conta. Quem mantém vínculos com o clube em geral o faz por ser visceralmente ligado ao futebol. E por que ainda assim essa gente toda silencia na hora do “vamos ver”?

Uma provável resposta é que as candidaturas não empolgam e que o modo como se dá a política rubro-negra, com um rodízio entre facções internas, não estimula a quem está de fora desse círculo vicioso a participar um pouco mais. Olhar a situação e a oposição, uma falando mal da outra, é como ver um filme repetido na Sessão da Tarde, um eterno retorno, uma desesperança sem fim.

Portanto, parece muito mais simples, econômico e eficaz, ao invés de lutar por uma ilusória adesão em massa de torcedores que hoje não são sócios, somar esforços para identificar, dentre os mais de 60% de sócios ausentes, pessoas íntegras, de boa formação e desejo genuíno de colaborar, que possam, a curto prazo, representar uma mudança efetiva.

Isso não significa, claro, que se deva ser contra a um projeto de sócio torcedor. Como disse, não conheço ninguém que o seja. Só que é preciso ter em mente o que, de fato, representa um projeto desta natureza.

Para o clube, a resposta é óbvia: aumento de receita fixa. Mas não apenas isso. O sócio torcedor fornece uma base de consumidores muito útil para iniciativas mais arrojadas, como marketing one to one,  licenciamento de produtos específicos e muito mais. Em resumo, sócio torcedor, quando bem trabalhado, é uma receita adicional para o clube que, a longo prazo, pode ser até mais relevante do que, por exemplo, a venda de patrocínio nos uniformes.

E para o torcedor? A experiência mostra que o propulsor da associação é a facilidade (ou até a exclusividade) na interação com o clube, especialmente na compra de ingressos e descontos em itens oficiais e licenciados. Ninguém se associa sem receber nada em troca, por mais paixão que alimente pelo clube. É preciso que o público alvo seja induzido a participar mediante uma real percepção de que algo lhe é oferecido instantaneamente em troca de sua mensalidade.

Por último, mas não menos importante, para aqueles que ainda sonham que o Flamengo possa, em um futuro próximo ou mesmo longínquo, introduzir um programa de sócio torcedor com direito de voto direto e universal, não custa lembrar que essa medida teria que ser prevista em uma alteração dos atuais estatutos do clube, a ser aprovada pelo atual Conselho Deliberativo.

Em outras palavras, é preciso convencer os atuais sócios proprietários, que pagaram relativamente caro para ter direito de voto, a compartilhá-lo com milhares de pessoas que pagariam, pelo mesmo direito, algo como 10 vezes menos. Convenhamos, não parece uma tarefa fácil. Em política, o melhor que a gente pode fazer é lutar pelo aquilo que é possível realizar, ao invés de alimentar ilusões sobre um mundo melhor, mas claramente utópico.

Uma mudança, a curto prazo, é possível e até mesmo provável, desde que se aprenda a lutar com as armas certas, o entendimento correto. Mas estou convencido de que essa mudança nem de longe passa por inchar o colégio eleitoral – ao contrário, me parece até que seria uma decisão equivocada insistir nisso.

No próximo artigo, vou comentar alguns projetos de sócio torcedor bem sucedidos em clubes brasileiros. Nenhum deles, posso adiantar, concedeu real direito de voto aos envolvidos.

* Por Walter Monteiro - Embaixador Oficial do Flamengo no Rio Grande do Sul, sócio-proprietário do clube (mesmo morando em Porto Alegre) e escreve a coluna Bissexta no Blog Ouro de Tolo.

Postado por Jorge E. F. Farah (JEFF) às 00:00
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Fora da ordem mundial

Quando se tem o clássico dos milhões numa semifinal de campeonato com apenas 15 mil pagantes, é sinal de que alguma coisa está errada. Quando se vê o time que usa um cinto de segurança na camisa ganhar todas as divididas, é sinal de que muita coisa está estranha.

No primeiro tempo a defesa Flamenguista foi uma verdadeira mãe. Espaço de sobra e um posicionamento totalmente equivocado. No nosso primeiro gol, Kleberson mostrou que ainda tem um bom futebol, mesmo que este futebol fique contido na maioria dos jogos. V.Love recebeu e fez, como se espera. Mas daí pra frente, vimos um time coagido.

Recuamos e permitimos tanto o ataque do time adversário que o gol deles não demorou. Numa falha do nosso goleiro Felipe, o time deles chegou ao empate. O Flamengo depois de algum tempo melhorou e equilibrou o jogo. Mas numa falha primária do Junior Cesar que sozinho cabeceou para frente da área, eles viraram.

No segundo tempo o Juiz que tantas vezes foi chamado de Flamenguista, quis de qualquer forma apagar essa imagem. Já não é o primeiro jogo que vejo esse Marcelo de Lima Henrique prejudicar o Flamengo. Parece que ele quer a todo custo mostrar que não é Flamenguista. Um pênalti ridículo, onde nada aconteceu, apenas o atacante deles perdendo um gol quase feito. Pronto. 3×1 no placar.

Mas Kleberson colocou o Flamengo no jogo de novo. Parecia que o time chegaria ao empate em questão de tempo. Mas o ímpeto foi diminuindo e quase morreu com as incoerentes substituições do Joel. Luiz Antonio fazia boa partida e Kleberson era o melhor do time. Entraram o Negueba, que dificilmente acrescentaria algo, e o Renato, vindo de recuperação. Ou seja, não deu pra entender mesmo. O certo é que o tempo passou e o Flamengo não igualou o placar. Mais uma eliminação esse ano em tempo quase recorde.

Se já era estranho o público e a forma apática como nos comportamentos em determinados momentos do jogo, perder a 2ª semifinal seguida para eles, deixou claro, de maneira inequívoca que “alguma coisa está fora da ordem mundial”.

O choro incontido e até mesmo estranho do último jogo, talvez tenha se justificado hoje. Jogadores que partiram literalmente para a agressão do árbitro foram liberados para jogar e a pressão sobre toda a arbitragem foi imensa. Entrando na onda da teoria conspiratória criada por eles, talvez tudo aquilo não tenha passado de um minucioso planejamento para voltar a uma final de turno.

Agora vamos juntar os cacos. Pensar no que foi feito, no que deveria ter sido feito e principalmente no que será feito. Joel, R10, J. Cesar, Renato, Willians e tantos outros… Hora de planejar, já que não houve planejamento no momento certo. O triste é ver que o planejamento hoje seria feito pelo Joel. Realmente é desanimador.

Mas se o título deste post faz menção a uma canção, termino o texto com outra canção que se encaixa perfeitamente ao nosso momento atual: “O que será que será?”

Deixe sua opinião sobre o jogo e o futuro.

SRN, Jefferson Freire – jeffersonfreire@saudacoesrubronegras.com.br

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Postado por Jefferson às 18:29
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Freguês em débito tem que pagar

Por mais que ainda não tenhamos digerido a eliminação da Libertadores, a vida segue, e o estadual, com um improvável Bangu no páreo, é a chance de um primeiro semestre no mínimo honroso.


Há 11 anos, a vítima foi o vascuzão

Já carimbamos um tri-vice nas faixas de segundo colocado do vascu e do foguinho. Sabemos o quanto nos diverte detonar um mesmo rival três anos consecutivos, não só pelo título, mas pelas reações destemperadas, as desculpinhas e o choro típico pós-porrrada do Mengo.

Falta um, o nenC, que em 2009 perdeu para nós com toda justiça a hegemonia do estadual. Atualmente, após incríveis 19 anos de seca, eles venceram uma Taça Guanabara, e estão aí, dando molinho pro Flamengo na final do campeonato. É a chance que queríamos, pegar os devedores da segundona numa provável final, podendo iniciar uma sequência de três decisões seguidas. Aí fecharíamos o ciclo com louvor, completando três trincas em cima dos fregueses locais.


A última tri-vítima foi o foguinho. Quem sabe em 2014 seja a vez do florzão?

Se não tá à altura da nossa grandeza, não deixa de ser um desafio interessante, fazer do nenC nosso próximo tri-freguês. Só não pode é ganhar e achar que o ano acabou. Já que não deu Libertadores, o mínimo que se pode fazer para salvar a temporada é conquistar o hepta brasileiro.

AVANTE FLAMENGO!

Postado por Julio Benck às 11:23
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A continuidade da incompetência

A guerra de cartas públicas foi lançada na Gávea. A cada dia ficamos mais intrigados e preocupados com a situação do Clube. Se de um lado Márcio Braga e cia. abrem fogo lançando ao ventilador as constantes trapalhadas da atual diretoria, por outro lado, seu currículo é um verdadeiro campo minado.

Já não é novidade para ninguém os mais de 100 anos de administração caótica no Clube. Até o mais inerte cidadão, até aquele que vive sem luz e Tv sabe que o Flamengo é uma verdadeira bagunça. Só que agora a briga se tornou pública e não apenas nos corredores da Gávea. Tudo isso patrocinado pelo “jornalista” que nos últimos anos tem sido o mentor da discórdia e responsável por minar o trabalho de muita gente no Flamengo. Dentre os trabalhos minados estão Zico e Luxemburgo.

Se ele tem razão no que diz é outra história, mas é impressionante a sua dedicação em atirar em alguns profissionais. Por “coincidência”, os profissionais que ele ataca estão sempre em oposição a alguns elementos do Flamengo, como por exemplo, Capitão Léo e sua trupe.

A carta da Patrícia Amorim é o retrato da divisão de um Clube. O retrato da falta de interesse de união em prol do clube. Não há uma conversa para se melhorar a situação, apenas guerra e acusações. Ninguém nesse caso é santo. Todos usam ou usaram o Flamengo para se beneficiar pessoalmente com a grandeza do Clube.

Nesse meio todo está o torcedor, que financia o espetáculo. A paixão do torcedor é usada da maneira mais oportunista para enriquecer as pessoas e levar o clube a uma situação de insolvência. As dívidas que a Patrícia relatou são tão altas que parece mentira e difícil de acreditar, de entender em como é possível o Clube com maior torcida do mundo não ter receita suficiente para seus gastos.

O grande problema é que a Patrícia, assim como todos, só relatou os erros do Márcio e Delair, assim como apenas os seus acertos. Esqueceu de listar a pequena lista de acertos de seus opositores e a grande lista de seus próprios erros. Assim como esqueceu de mencionar que alguns dos seus acertos começaram a ser costurados pelos seus antecessores. Se a Patrícia acertou em investir no CT, reformar a Gávea e investir em esportes olímpicos, esqueceu de escolher pessoas competentes para estar ao seu lado, principalmente no futebol e no marketing.

Se acertou em investir no Fla-Master, errou feio com o Zico. Talvez o caso Zico seja a maior expressão de como o futebol no Flamengo se tornou secundário. Talvez a Patrícia e seus assessores ainda não entenderam que sem o futebol o clube não tem vida.

Agora sai mais uma notícia envolvendo, talvez, a melhor parceira que o Flamengo já teve, a Olympikus. As negociações com outros fornecedores foram liberadas pelo marido da Patrícia, um tricolor assumido. Parece que já esqueceram a relação difícil com a Nike. Valorizar os verdadeiros parceiros é o primeiro sinal de gestão séria.

O absurdo tempo em que o Flamengo está sem patrocínio é inadmissível. E se a Patrícia está listando as dívidas deixadas por seus antecessores, o que os seus sucessores vão encontrar? Como pagar uma folha de 7 milhões sem patrocínio? Essa conta uma hora vai estourar.

Precisaríamos de uma carta muito maior que a escrita pela Patrícia para listar os infinitos erros e os mínimos acertos de todos os presidentes, incluindo ela. A sensação no final da carta não é de melhoria no Flamengo. Longe disso. Até porque estamos vivendo sua gestão e sabemos que ela não é diferente da gestão de seus antecessores.

Na minha opinião, comparando todas as gestões, a reclamação é sempre a mesma. Ao final da carta fiquei com a impressão de que o mandato da Patrícia Amorim não é melhor nem pior que seus antecessores, mas tão somente a triste continuidade da incompetência.

SRN, Jefferson Freire – jeffersonfreire@saudacoesrubronegras.com.br

www.twitter.com/jeffersonSRN

Postado por Jefferson às 09:40
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